Roteiro de carro na Normandia: Le Havre, Honfleur e Deauville

Acordamos cedo no domingo para descobrir Le Havre. Passeamos pelo porto e fomos até o monumento mais importante da cidade, o Le Volcan (O Vulcão), um centro cultural projetado por Oscar Niemeyer em 1982 (que orgulho!).

++ Leia também – Roteiro de carro na Normandia: Etretat e Fécamp

Infelizmente, o centro está passando por uma reforma que deve terminar só em 2014. Mesmo assim, ver a obra do lado de fora já é bom demais.

As duas grandes construções em concreto, brancas e em forma de vulcões, contrastam com o resto da paisagem. Elas emergem de uma praça rebaixada, onde o público tem acesso às salas de teatro, cinema e exposições. Uma ideia esperta, já que nessa parte de baixo os visitantes ficam protegidos da ventania típica da região.

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Em frente ao Le Volcan, uma estátua relembra os milhares de mortos em um bombardeio no outono de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. O centro da cidade foi destruído durante a luta dos Aliados contra os alemães. Por isso, por lá não vemos com muita frequência as casinhas tradicionais normandas. Os prédios ganharam as estruturas lógicas do arquiteto francês Auguste Perret, grande responsável pela reconstrução.

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Antes de partir para o próximo destino, paramos o carro em um dos mirantes da cidade, de onde se avista a praia e barcos à vela no meio do mar. Essa é também a vista que se tem dos jardins de algumas casas – a inveja dos moradores me corrói neste momento.

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Quero essa casinha pra mim

Na hora do almoço, chegamos em Honfleur, uma das cidades mais bonitas e visitadas da região. Diferente de algumas de suas vizinhas, movimento de pessoas pelas ruas é o que não falta. Os turistas circulam pelas centenas de lojinhas, buscando os produtos típicos da região, como cidras, o licor de maçãs Calvados (aproveite as degustações), bolachinhas tradicionais, patês, geléias, conservas e muitos outros produtos de maçã.

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Degustação de licores, como o Calvados, feito de maçã

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Loja de cidra – ah, esse barril na minha casa!

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Sucos de maçã

A maçã é muito cultivada na região, e pela estrada podemos ver plantações de macieiras. Infelizmente elas ainda não estão na época de dar frutos.

Para quem quiser entrar a fundo na cultura turística da Normandia, as roupas listradas, estilo marinheiro, também estão por toda parte. Elas são outra grande marca da região.

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Antes de fazer o tour de comprinhas, escolhemos um restaurante entre os inúmeros e lotados deles ao redor do Vieux Bassin (o velho porto), uma das atrações principais de Honfleur. Barcos ficam estacionados na água em frente às mesas, onde a grande pedida são os frutos do mar e peixes fresquinhos, daquele jeito que só encontramos em cidades litorâneas. Como em toda a França, aproveite as formules, menus fechados a preços geralmente camaradas.

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Vista da janela do restaurante em que almoçamos

Depois de um bom tour, pegamos a estrada novamente em direção a Deauville, nossa última parada do fim de semana. Na minha opinião, a melhor das cidades para curtir mesmo a praia. Primeiro porque é uma das únicas com areia (a maioria tem pedras), que é fofinha e bem fina. A área também é grande, com guarda-sóis, barzinhos e restaurantes pela orla. Gostaria de voltar num dia de sol.

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Centrinho de Deauville. É uma cidade maior, com várias lojas de grifes

Mas como nosso amigo astro-rei estava tímido nesse dia, procuramos um café para comer alguma coisa antes de voltar a Paris. Encontramos o La Passion des Desserts, um lugar que, apesar de caro, é aconchegante e estiloso, com fotografias em preto-e-branco de celebridades clássicas pelas paredes. Pedimos os cafés e chás gourmants, bem tradicionais na França (o café ou o chá vêm acompanhados de pequenas sobremesas).

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A cidade estava agitada por conta de uma maratona à beira-mar, mas não ficamos muito tempo por lá, porque queríamos chegar a tempo de assistir ao jogo do Brasil às 21h em algum bar de Paris (e ver a cara dos franceses quando a França foi goleada por 3 a 0 – vai, Brasiiiiiiil!!!!). Fizemos bem em sair antes, por volta das 18h, porque o engarrafamento na estrada me fez lembrar a volta da praia para São Paulo. Fica a dica para os brasileiros que acham que só no nosso país as estradas param aos fins de semana e feriados.

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