Auvers-sur-Oise: você precisa conhecer

Auvers-sur-Oise é uma daquelas cidades injustamente ofuscadas pela fama das vizinhas. Passar um dia em Giverny é, sem dúvidas, mergulhar nos quadros de Monet e suas ninféias, mas Auvers fica bem ao lado dela, a 30 km de Paris, e foi cenário para muitos impressionistas e pós-impressionistas.

Entre eles, o mais célebre é Van Gogh, que passou os últimos 70 dias de sua vida por lá, morando no quarto número 5 do Auberge Ravoux, hoje restaurante e museu. Para quem pensa que é pouco, saiba que a paisagem bucólica da cidade inspirou mais de 70 obras dele, ou seja, pouco mais de um quadro por dia.

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Amigas queridas, Rossana, Dani e Johanna

Você encontra essas obras em cada ruelinha, por conta de um esquema bem bolado pela cidade para ajudar quem a visita. É simples: ao lado de cada paisagem retratada por Van Gogh há uma réplica do quadro pintado por ele. E como em um lugar como Auvers o tempo parece ter parado há séculos, só uma coisa ou outra muda no cenário.

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Nessas andanças, registre as casas antigas, com portões de madeira e floreiras em todas as janelas; a paisagem que se admira subindo e descendo as ruelas. Tudo é histórico e charmoso, tão calmo que você se sente em outra época, longe de qualquer tecnologia. Mas agradece por ter uma câmera para fotografar tudo aquilo, já que talento pra manipular as tintas como os antigos moradores talvez só em outra vida…

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Os caminhos são muito simples: depois da visita ao antigo albergue, em uma das ruas principais, e ao museu da cidade, pouco acima dele, você sobe devagar até chegar à igreja romana, que ficou famosa pelas mãos de Van Gogh.

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A partir dela, você segue subindo e vai chegar a uma extensa plantação de trigo, para mim o ponto alto da contemplação. Quando fui, eles ainda estavam verdes, mas imagino que não importa a época estarão lindos. Eles nos levam até o cemitério de Auvers, onde estão enterrados Van Gogh e seu irmão, Théo.

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A planta foi indicada pelo psicanalista de Van Gogh para cobrir o túmulo. Ela representa a união dos irmãos

Entre as plantações, os estudantes de pintura esperam um possível sopro de inspiração do mestre, enterrado logo ao lado…

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Outro impressionista importante para a cidade é Daubigny, artista que financiava a vida de muitos pintores duros – situação corriqueira – e jovens de sua época. Muito rico, ele vinha de uma família de artistas e era bastante influente. E gente boa, pelo visto. Por conta dele, a cidade recebeu essa influência dos impressionistas, como Jules Dupré, que a visitavam e acabavam ficando.

Para descobrir um pouco mais sobre a história dele, é possível visitar sua casa, construída em 1861, o ateliê e os jardins. O site é este. Confira a programação, no espaço sempre rolam manifestações artísticas, como shows e leituras.

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O jardim de Daubigny

Auvers também tem um Museu do Absinto, bebida que arruinou a vida de tantos pintores, e um château (castelo), meio sem graça perto de outros da região do Vale do Loire, mas com um espaço legal para piqueniques, caso você queira economizar no almoço.

E outro momento demais da viagem: a estrada, na ida e na volta. Fique atento às janelas ou, melhor ainda, tente chegar de bicicleta. Os campos de coquelicot aparecem como tapetes vermelhos, sem fim. Só essa visão já vale a viagem. Aliás, na minha sorveteria preferida de Paris, a Alberto, tem um sorvete com essa florzinha que não é nada mal. Vou falar sobre ela em breve.

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Minha primeira experiência com o couchsurfing: Tours

No fim de março tive o prazer de viver minha primeira experiência com o couchsurfing, o projeto online no qual pessoas hospedam gratuitamente viajantes em seus sofás, colchões ou qualquer cantinho que tiverem sobrando em casa. É uma das ideias mais geniais da internet, que estimula a interação com gente do mundo inteiro e ainda garante experiências inusitadas.

Já tinha lido sobre o assunto, que não é nenhuma novidade – o projeto surgiu em 2006. Mas confesso que não imaginava como a prática seria tão fiel à proposta.

A interação acontece já por e-mail, quando você seleciona no site os perfis com que mais se identifica e pede para “surfar” no sofá deles. Solicitação aceita, é só chegar e combinar um ponto de encontro. No meu caso, fui com um casal de amigos, Brena e Adrien, para Tours, uma cidadezinha francesa linda, que faz parte do Vale do Loire.

Vista de Tours, margeada pelo rio Loire
Foto: Wikipedia

Quando chegamos na estação de trem, nossos anfitriões já estavam nos esperando. Com largos sorrisos no rosto, Nicolas, Martin e Jérémie começaram a discutir quem teria o prazer de nos hospedar (uma coisa ainda estranha para nós).

Confesso que, até então, como “surfistas” de primeira viagem, nossa motivação principal era garantir hospedagem de graça. Mas essa não é a ideia central do projeto – e acabou deixando de ser a nossa também. O objetivo é trocar experiências, conhecer os lugares sob a perspectiva de locais, discutir ideias e o mundo. Nossos três novos amigos fizeram de tudo para nos deixar confortáveis. Eles reservaram aquele fim de semana para nós, nos incluindo nos compromissos que já tinham.

Fomos em um bar na sexta e no sábado à noite rolou uma festa no apartamento de Martin. E nós três estávamos sempre como convidados especiais. Eles nos apresentavam aos amigos e mostravam queijos e vinhos (muitos vinhos) da região (é uma pena que não tiramos nenhuma foto do fim de semana…).

++ Leia também – Roteiro de carro na Normandia: Étretat e Fécamp

Um detalhe importante é deixar claros os motivos da sua viagem, a fim de evitar programações que não poderão ser cumpridas. O nosso era um torneio de futebol das écoles de comunicação da França (tipo um Juca versão light), do qual a minha, o Celsa, ia participal. Por isso, só tínhamos as noites e o domingo à tarde livres para aproveitar com eles. Você também pode dizer sem problemas quando quiser sair sozinho ou simplesmente ficar em casa, descansando um pouco.

++ Leia também – Roteiro de carro na Normandia: Le Havre, Honfleur e Deauville

No caso, nossos anfitriões já são couchsurfers há anos. Estão acostumados a receber hóspedes em casa, pelo menos um por semana. Na sexta, avisaram que talvez eu teria que dividir a sala com uma menina da Geórgia que também estaria na cidade (eu acabei ficando na casa de Nicolas e meus amigos na de Martin, que eram uma ao lado da outra). Couchsurfing também é isso: conhecer pessoas de países que você nem sabe onde ficam no mapa.

Então, se quiser entrar nessa, veja bem se o seu perfil se encaixa no projeto. Não adianta ser cheio de manias e pensar que vai ficar em um hotel de graça. Os donos da casa não vão necessariamente deixar tudo limpo e brilhando para receber sua ilustre presença. O ideal é que eles mantenham a rotina deles e mesmo assim você se sinta à vontade. Você vai dormir onde der, talvez dividir a cama e o sofá com desconhecidos, além de fazer social o tempo todo.

Para os couchsurfers é um prazer estar livre para apresentar a cidade aos seus hóspedes – e vice-versa. Tanto que alguns pedidos são recusados exatamente por isso, quando a pessoa está muito ocupada e sem tempo para sair. Nicolas, por exemplo, acordou cedo no sábado para nos acompanhar a um dos jogos. Estava chovendo e eu tenho certeza que ele tinha coisa melhor para fazer do que sujar o pé de lama num campeonato universitário, mas quis ir para nos conhecer melhor.

++ Leia também – Fotos: Giverny e os jardins de Monet

Outro lance é a confiança que eles têm nos surfers. Preciso viver outra experiência para comparar as relações, mas Nicolas deixava as chaves da casa com a gente. Só avisava onde estavam as coisas do café da manhã e que podíamos pegar tudo o que queríamos.

Mas como existe muita gente ruim neste mundo, é bom ficar atento, principalmente se você for mulher e estiver sozinha. Confira bem o perfil da pessoa no site e leia todos os comentários sobre ela. Alguns couchsurfers são até estrelas, de tão gente finas, sendo praticamente impossível conseguir uma vaga na casa deles. Mas, quando estava procurando para uma viagem a Londres, também encontrei vários perfis de homens com fotos meio bizarras, sem camisa e com biquinhos sensuais. Sei lá você, mas eu não arriscaria. Nessas horas é bom ter um feeling antes de apertar o botão da solicitação.

E você, tem uma experiência de couchsurfing pra contar? Se tiver, conta nos comentários! Vou adorar saber.

Para curtir Tours:

– Le Bar à Mines: cerveja barata e música ao vivo. Ele fica próximo à Place Plumereau, onde ficam inúmeros bares e restaurantes.

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Place Plumereau à noite, cheia de barzinhos e muito charmosa.
Foto: Wikipedia

– Kebab com pão de naan (de origem indiana), famoso em Tours. A diferença do tradicional é que o pãozinho é recheado com queijo. O resto é igual aos outros: o famoso churrasquinho grego, que no Brasil não comemos nem de graça e aqui na Europa faz a alegria dos mochileiros.

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Não tirei fotos no fim de semana, nem do kebab de naan, mas este é um exemplo do formato do pão. Foto: Wikipedia

– Passeio pelas passarelas margeadas pelo rio Loire. Com boa infra-estrutura, uma linda vista e a brisa sempre bem-vinda em dias de calor.

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Foto: Wikipedia

– As maisons troglodytes, casas encravadas nas montanhas de rocha, que podem ser vistas nas estradas que ligam Tours a outras cidades do Vale do Loire. Eu não fui, mas sei que algumas estão abertas à visitação. São casas muito antigas, que datam da Idade Média, mas muitas foram reformadas e ainda são habitadas. Encontrei até uma para alugar no Airbnb, dá uma olhada aqui.

– Também vale a pena visitar o château (castelo) de Tours e a catedral Saint-Gatien, além de se perder por todas as ruelinhas estreitas, lindas e cheias de história, como na maioria das cidades francesas. Também acontecem muitos festivais culturais ao longo do ano.

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Catedral Saint-Gatien.
Foto: Wikipedia

Le Camion qui Fume: o melhor hambúrguer de Paris

Há meses curti a página do Le Camion qui Fume no Facebook, simplesmente porque gostei da ideia de que um food truck à americaine, como dizem os franceses, estivesse circulando por Paris. O tempo passou e nossos caminhos nunca se cruzaram, até domingo. Graças à insistência de um amigo, Fabio, fomos atrás do que todos que experimentam consideram “o melhor hambúrguer de Paris”, quiçá do mundo…

No total, são dois trailers em circulação, que vendem mais de 500 hambúrgueres por dia. Todos os domingos, das 18h às 22h, um deles fica ao lado do bar Point Ephémère, um dos mais legais de Paris, no Canal St Martin. Durante a semana, eles circulam pela cidade nos horários de almoço e jantar, mas também mantêm alguns pontos fixos. Para localizá-los, basta ver o endereço no site.

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A norte-americana Kristin Frederick deixou a Califórnia em 2009 para estudar gastronomia em Paris. Em novembro de 2011, colocou o food truck gourmet em circulação pelas ruas. No Le Camion qui Fume os hambúrgueres são caseiros, daqueles suculentos e cheios de sabor. O pão é encomendado de um boulanger (padeiro), o que indica excelência e frescor. E todos os produtos são frescos e escolhidos a dedo, do queijo às saladas e molhos. Incluindo as fritas fait maison, finas e sequinhas.

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Por isso todo o sucesso. A fila começa a crescer cedo e aumenta bastante conforme a noite cai. O tempo de espera é de aproximadamente 1h30. Mas a chef e seus comparsas não fazem feio. O esquema é organizado. Pensando na média do número de clientes com o de funcionários, o atendimento é rápido e atencioso.

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O menu conta com seis sabores fixos e um que muda todos os dias. Eles são inspirados no melhor do hambúrguer norte-americano tradicional, com ingredientes da gastronomia francesa. No Classique você encontra cheddar (de verdade, segundo a chef), alface, tomate, cebola, picles e maionese. Meu pedido foi o Campagne, com cogumelos selvagens, cebola caramelizada e queijo gruyère. O Barbecue é a estrela da casa.

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E o melhor é o preço. Nessa onda de hamburguerias gourmet que enfiam a faca no nosso bolso, o trailer tenta seguir o custo-benefício da comida de rua: 8 euros o lanche, 10 euros o menu com batata frita. Como entrada tem a Coleslaw, uma salada com repolho, cenoura e cebola roxa (3 euros), e de sobremesa, cheesecake (4 euros).

Nova delicatessen

A chef Kristin acabou de abrir a delicatessen Freddie’s Deli, também em Paris. A ideia é proporcionar um lugar fixo aos clientes, afinal, não é todo dia que você está a fim de buscar a localização do trailer pela internet. O conceito de fast food gourmet continua. No cardápio, as receitas mantêm o mix EUA e França: sanduíches e sobremesas, como cheesecake e bolo de cenoura com chocolate.

Bom, vou em breve e depois conto para vocês como foi!

KoKoB: restaurante etíope em Bruxelas

Em junho, passei um fim de semana em Bruxelas com duas grandes amigas, Dani e Johanna, alemã que mora há quatro anos na cidade. Por isso, aproveitamos para fazer alguns programas fora do roteiro tradicional, principalmente na hora de comer (mas claro que não resistimos aos ataques às barraquinhas de fritas e gaufres). Uma das grandes descobertas foi o restaurante etíope KoKoB.

Adoro os pratos bem temperados e sabores marcantes da gastronomia africana. E o mais legal no KoKoB, além da decoração com fotos e objetos etíopes e da música típica, é o ritual que existe na hora de comer, com as mãos. Para mim, uma grande experiência, que aprofunda o envolvimento com a comida e estimula os cinco sentidos.

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Diante de um cardápio completamente desconhecido, decidimos experimentar um pouco de tudo e pedimos o “Discovery menu”, que custa 20 euros. Os ingredientes são colocados aos poucos sobre um prato redondo coberto de injera, uma massa semelhante a do crepe, bem fininha e leve, que acompanha a maioria dos pratos.

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Outros rolinhos de massa são deixamos na mesa e sempre repostos, assim como os acompanhamentos. Para comer, pegamos um pedaço dele e montamos as pequenas bocadas que queremos dar. Você mescla os cinco ingredientes (2 tipos de carne e 3 de legumes) como preferir, brincando com os sabores e texturas.

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E detalhe legal: na tradição etíope, quem está à mesa deve oferecer presentes entre si. No caso, montar uma “trouxinha” e levá-la à boca de quem escolher. Com toda a coordenação motora que encontrar no momento…

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Dani prestes a me dar um “cadeau” (presente em francês)

Para não fazer feio, o restaurante montou um esqueminha que mostra como comer:

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KoKoB: Rue des Grands Carmes, 10 (pertinho da Grand-Place)
Horário: segunda a quarta, das 18h às 0h; quinta a sexta, das 11h à 1h

++ Leia também: O lugar dos sonhos em Bruxelas

13 e 14 de julho em Paris

Lembrando: eu sei que estou meio atrasada, mas são infos que você pode usar em qualquer ano que vier a Paris nesta época. A vida anda corrida…

No último fim de semana fui com meus amigos dar uma espiada no famoso e tradicionalíssimo Bal des Pompiers (Baile dos Bombeiros), que acontece em todas as casernas de bombeiros de Paris no dia 13 de julho.

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O baile acontece desde a década de 1930, em comemoração ao 14 de julho, a festa nacional que homenageia a Queda da Bastilha. Os bombeiros tinham o costume de comemorar a data com suas famílias e amigos um dia antes, até que outras pessoas passaram a se interessar também. A partir de então milhares invadem os quartéis para dançar e beber com eles.

Assim como em uma formatura de faculdade você dificilmente não vai ouvir pelo menos umas dez músicas do Latino – e se o próprio já não for a atração principal –, qualquer Bal de Pompiers esgota suas fichas de músicas bregas francesas. A cerveja é barata e o intuito é descer até o chão e sensualizar – ok, no Brasil, não aqui. A banda tinha até a dupla de dançarinas que troca de roupa num piscar de olhos e rebola sem parar.

E todo mundo canta, grita, se emociona. São aquelas letras que entram na sua cabeça e nunca mais saem de lá, enraizadas como poucas informações úteis que você gostaria tanto de lembrar. Para nós, estrangeiros, fica meio chato porque não temos as mesmas referências, mas sempre rola aquela música que rodou o mundo, tipo Michel Teló…

Não posso negar que achei divertido aquele espetáculo de bombeiros musculosos desfilando como símbolos sexuais. Sinceramente, caras assim nem fazem meu tipo. Mas devem fazer o da maioria das mulheres que estava lá. Milhares delas, de todos os estilos, classes sociais e idades, correndo para registrar o momento em que eram enlaçadas por braços tão fortes e realizavam uma das mais fortes fantasias femininas.

E eles são os reis, heróis da noite. Distribuem sorrisos, presenteiam as mulheres com colares com as cores da França, às vezes fazem até striptease. Imagino qualquer bombeiro esperando mais o baile anual chegar do que o próprio aniversário.

A entrada é livre, mas você pode fazer uma contribuição, se quiser. Fui na caserne de Jaurès, que fica justamente ao lado de um dos bares mais legais de Paris, o Le Point Éphemère. No fim, a multidão dos dois lugares parecia uma festa só.

E o 14 de julho…

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Nesse dia a festa é sem dúvidas na Torre Eiffel, ou em qualquer lugar de onde você consiga vê-la. O show de fogos de artifício dura 40 minutos e é realmente muito bonito – deem uma olhadinha no vídeo aí embaixo.

Chegue cedo se quiser guardar um lugar na grama. Fiquei com a impressão de que a cidade inteira estava lá. E às 21h já começa um show para quem espera. Cada ano tem um tema. Nesta edição foi “Liberdade, igualdade e fraternidade” e uma orquestra com cantores de ópera arrasou nos palcos até o início dos fogos.

Fiquei feliz, adorei muito. Maaas, não sei se enfrentaria de novo. Acho que pode ser considerada uma daquelas experiências que você se contenta em ter uma vez na vida. Isso porque a volta para casa é terrível. A não ser que o outro dia seja sábado ou domingo, ou que você não trabalhe e precise acordar cedo, com certeza vale. Você pode sair e sentar em um bar enquando a multidão é dispersada. Do contrário, vai ter que enfrentar filas e filas para entrar no metrô, no estilo Sé e Les Halles às seis da tarde.

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Nunca foi tão difícil encontrar um pedacinho de grama…

O lugar dos sonhos em Bruxelas

Bruxelas é realmente uma cidade encantadora, da Grand Place até os bares com centenas de opções de cerveja e as lojinhas de chocolate em cada esquina. Mas o que mais me atraiu na capital belga, além do bar da Delirium (que vai ganhar um post em breve), foi a livraria-restaurante Cook and Book.

Sem exageros: pode tirar uma tarde inteira só para ela se gostar muito de livros, arquitetura e gastronomia. Além de ter uma decoração charmosa nos mínimos detalhes – daquelas que você fica como barata tonta, sem decidir se olha para o teto, o piso ou as paredes -, tem um brunch dos deuses aos fins de semana. Não é muito barato, 20 euros, mas você come bem pra caramba. E o que é mais legal nos brunchs: escolhe se quer um café da manhã, um almoço ou os dois ao mesmo tempo.

Na hora de comer, dá pra sentar no terraço e curtir o solzinho (se ele aparecer) ou  pegar  uma das mesas espalhadas pela livraria. Ela tem um conceito being space, que, para mim, significa paraíso. No total, são 1500 m², divididos em nove espaços, como BD (história em quadrinhos), viagem, cozinha e música, decorados de acordo com a temática dos livros. Um verdadeiro parque de diversões para adultos. Você escolhe um livro, senta, pede um café, uma cerveja ou vinho, uma tábua de queijos e fica no vai-e-vem da estante para a mesa. Na hora que vê, já está quase à noite.

Meu sonho é ter uma dessas no Brasil. Algum milionário disposto a bancar?

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Foto: Cook&Book

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O espaço dos livros de gastronomia fica junto com a cozinha, espelhada
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Mesa coletiva logo na entrada.
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Um furgão fica entre os guias e livros de viagem S2
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Uma luminária mais estilosa do que a outra
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Sessão de música, que também é um bar. Vários vinis legais
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Foto: Cook&Book

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Biblioteca das crianças
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Endereço: Avenue Paul Hymans, 251 (Place du Temps Libre)
Segunda a quarta, das 8h às 22h, quinta a sábado até 24h e domingo até 20h.

Paris: passe Navigo liberado no verão

Uma ótima notícia para quem mora em Paris e tem um Navigo: de 13 de julho a 18 de agosto, o passe será “dezoné” não só nos fins de semana e feriados, mas durante a semana toda. Ou seja: você pode sair das zonas pelas quais paga e passear por toda a Île-de-France sem desembolsar nenhuma tarifa a mais. A medida é válida para todos os meios de transporte público: metrô, RER, tramway, ônibus e trem (menos o Orlyval).

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