Amsterdã: o que visitar

Um dos meus grandes lemas de viagem é: seja turista sem ser turista. Conheça tudo o que puder, mas sem desespero, do seu jeito e ao seu tempo. Tudo bem se você tem três dias e não vai conseguir ver tudo o que seu guia Lonely Planet recomenda. Ele foi feito por muitas pessoas, que passaram uma boa temporada para escrevê-lo. Pense sempre que você pode voltar outra vez, se quiser. Isso acalma.

Sou da teoria de que tentar descobrir a essência da cidade é o grande desafio quando conhecemos um lugar diferente. Eu era das malucas que fazem roteiros e cronometram os segundos para conseguir dar check em tudo. É óbvio que isso é bom em muitos casos, mas sem o relógio, por favor. Nunca vou abandonar minhas listas, mas agora ando sem pressa, deixo rolar. E é nessas horas que é legal ficar atento ao que ninguém está. Você repara num vitral escondido no canto da igreja, no que os locais comem e bebem, na reação de alguns ao realizar o sonho de estar ali finalmente.

++ Leia também: Amsterdam: embasbaque-se!

Amsterdam é um bom lugar pra praticar. Quatro dias são suficientes para você conhecer os principais pontos e ainda ter tempo pra flanar sem compromisso e peso na consciência. A cidade é pequena, plana e tudo é perto. De repente, sem querer, você já a atravessou e está em frente àquele museu que tinha planejado visitar só no outro dia, porque era mais longe.

Portanto pegue logo o seu mapa de bolso – que você encontra em qualquer posto de informação ou hotel – e vá bater perna. Fiz uma listinha do que, na minha humilde opinião, é o que vale a pena conhecer, e foi o que eu conheci. Mas você pode encontrar outros lugares no guia Lonely Planet mais próximo ou no Ducs Amsterdam, um superblog sobre a cidade, que depois que você descobrir nem vai mais me dar bola.

Free Tour: tente fazer já no primeiro ou no segundo dia, pra pegar as superdicas dos guias e ver o que você quer mesmo visitar nos próximos. São dois horários de saída, 11h15 e 13h15, com guias simpáticos, jovens e animados, em inglês ou espanhol. O roteiro é definido na hora, mas no site eles colocam as possibilidades. Pode confiar. Eles têm bom gosto e conhecem Amsterdã como a palma da mão, geograficamente e historicamente. O mais legal é desbravar a cidade a pé, sem pressão nem gritaria de excursão, do tipo “todo mundo em fila indiana”. São três horas de caminhada, mas é tão bom que nem dá pra ver a hora passar.

Casa da Anne Frank: não se impressione com a fila que dobra o quarteirão, mesmo se estiver chovendo. Ficamos mais de uma hora esperando para entrar e ficaríamos mais duas se precisasse. Escolha uns horários alternativos pra não esperar tanto, como bem de manhãzinha ou mais à noite. Pra quem não conhece a história, a parte de cima da casa foi o esconderijo da judia Anne Frank e de sua família durante dois anos da Segunda Guerra Mundial. Um banho de história e de consciência para qualquer idade. Boa notícia: há guias em português na entrada do museu.

11 Museu Anne Frank - realmente muito mais do que um museu.

Frase de Otto Frank, pai de Anne, no museu: “Nós não podemos mais mudar o que aconteceu. A única coisa que podemos fazer é aprender com o passado e perceber o que discriminação e perseguição de inocentes significa. Eu acredito que combater o preconceito é responsabilidade de todos.”

Het Museumplein (a praça dos museus): é aqui onde ficam três grandes museus de Amsterdã. O Stedelijk, de arte moderna, o Rijksmuseum, o maior museu de arte e história da Holanda, e o Van Gogh Museum, o queridinho do país, com diversas obras primas do pintor.

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Fachada do Stedelijk, o museu de arte moderna

Estátua do “I AMSTERDAM”: bem em frente ao Rijksmuseum, na praça dos museus. Uma boa para esgotar sua imaginação em fotos engraçadas e turísticas. E viver a experiência única de disputar letras com as pessoas.

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Uma solução para registrar o momento com as letras sem muita concorrência é fazer a foto do outro lado do I Amsterdam

Red District Light: a prostituição é legalizada na Holanda para maiores de 18 anos, então, em Amsterdã, alguns distritos guardam as famosas vitrines com mulheres (o mais famoso se chama De Wallen). Acho deprimente vê-las se expondo dessa maneira, mas penso que você deve verificar, mesmo que seja para chegar a essa mesma conclusão. Até porque a área é grande e uma hora ou outra você vai dar de cara com ela. Lembrando que fotos são proibidas. A maioria das mulheres é estrangeira e está lá pra ganhar dinheiro e sustentar suas famílias, que não sabem que a grana vem da prostituição. Não tente dar uma de espertinho, porque seguranças nada bonzinhos estão sempre de olho.

Hash Marijuana & Hemp Museum (museu da maconha): não fui, mas meus amigos foram e gostaram bastante. Bom para conhecer a história e a cultura do uso da erva, além de ver uma estufa com várias verdinhas sendo produzidas. Você também ganha um guia sobre a história da maconha.

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Cannabis College, que faz parte do museu. É um centro de informações que promove a aceitação e o uso positivo da erva

Nemo Science Center: esse museu de ciências é voltado pra crianças, e vai ter centenas delas correndo de um lado pro outro, mas também pode ser bem divertido pra adultos. Como é interativo, dá pra perder boas horas brincando. Além disso, o último andar garante uma vista linda de Amsterdã. Prefira ir até lá andando, porque o caminho rende boas fotos.

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O Nemo parece um grande submarino do lado de fora

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