13 e 14 de julho em Paris

Lembrando: eu sei que estou meio atrasada, mas são infos que você pode usar em qualquer ano que vier a Paris nesta época. A vida anda corrida…

No último fim de semana fui com meus amigos dar uma espiada no famoso e tradicionalíssimo Bal des Pompiers (Baile dos Bombeiros), que acontece em todas as casernas de bombeiros de Paris no dia 13 de julho.

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O baile acontece desde a década de 1930, em comemoração ao 14 de julho, a festa nacional que homenageia a Queda da Bastilha. Os bombeiros tinham o costume de comemorar a data com suas famílias e amigos um dia antes, até que outras pessoas passaram a se interessar também. A partir de então milhares invadem os quartéis para dançar e beber com eles.

Assim como em uma formatura de faculdade você dificilmente não vai ouvir pelo menos umas dez músicas do Latino – e se o próprio já não for a atração principal –, qualquer Bal de Pompiers esgota suas fichas de músicas bregas francesas. A cerveja é barata e o intuito é descer até o chão e sensualizar – ok, no Brasil, não aqui. A banda tinha até a dupla de dançarinas que troca de roupa num piscar de olhos e rebola sem parar.

E todo mundo canta, grita, se emociona. São aquelas letras que entram na sua cabeça e nunca mais saem de lá, enraizadas como poucas informações úteis que você gostaria tanto de lembrar. Para nós, estrangeiros, fica meio chato porque não temos as mesmas referências, mas sempre rola aquela música que rodou o mundo, tipo Michel Teló…

Não posso negar que achei divertido aquele espetáculo de bombeiros musculosos desfilando como símbolos sexuais. Sinceramente, caras assim nem fazem meu tipo. Mas devem fazer o da maioria das mulheres que estava lá. Milhares delas, de todos os estilos, classes sociais e idades, correndo para registrar o momento em que eram enlaçadas por braços tão fortes e realizavam uma das mais fortes fantasias femininas.

E eles são os reis, heróis da noite. Distribuem sorrisos, presenteiam as mulheres com colares com as cores da França, às vezes fazem até striptease. Imagino qualquer bombeiro esperando mais o baile anual chegar do que o próprio aniversário.

A entrada é livre, mas você pode fazer uma contribuição, se quiser. Fui na caserne de Jaurès, que fica justamente ao lado de um dos bares mais legais de Paris, o Le Point Éphemère. No fim, a multidão dos dois lugares parecia uma festa só.

E o 14 de julho…

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Nesse dia a festa é sem dúvidas na Torre Eiffel, ou em qualquer lugar de onde você consiga vê-la. O show de fogos de artifício dura 40 minutos e é realmente muito bonito – deem uma olhadinha no vídeo aí embaixo.

Chegue cedo se quiser guardar um lugar na grama. Fiquei com a impressão de que a cidade inteira estava lá. E às 21h já começa um show para quem espera. Cada ano tem um tema. Nesta edição foi “Liberdade, igualdade e fraternidade” e uma orquestra com cantores de ópera arrasou nos palcos até o início dos fogos.

Fiquei feliz, adorei muito. Maaas, não sei se enfrentaria de novo. Acho que pode ser considerada uma daquelas experiências que você se contenta em ter uma vez na vida. Isso porque a volta para casa é terrível. A não ser que o outro dia seja sábado ou domingo, ou que você não trabalhe e precise acordar cedo, com certeza vale. Você pode sair e sentar em um bar enquando a multidão é dispersada. Do contrário, vai ter que enfrentar filas e filas para entrar no metrô, no estilo Sé e Les Halles às seis da tarde.

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Nunca foi tão difícil encontrar um pedacinho de grama…

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